A gente lê: Retalhos
Retalhos, de Craig Thompson, foi um dos livros mais comoventes que li em 2014 e será muito difícil dimensionar o porquê neste post.
Vou começar explicando que é uma HQ autobiográfica. Thompson teve uma infância pobre em Wisconsin, nos Estados Unidos - lugar que parece estar sempre abaixo de zero -, e três itens marcaram essa sua fase: o bullying, a convivência estreita com o irmão (com quem dividia a cama) e a religiosidade profunda.
Ele cresce estudando a Bíblia e, quando todos apostavam que daria um ótimo padre, Thompson encontra o primeiro amor num evento da igreja. Só que o apaixonar-se do cara é carregado de culpa, e é a alternância desses dois mundos - o do coração e o da religião - que formará a colcha de retalhos apresentada pelo livro.
Falando assim até parece trivial mas juro que a obra é de fazer o coração dar piruetas. Por isso vou parar de falar e tentar provar em 4 imagens:
1. A expressividade de cada desenho.
2. A fofura da relação entre Craig e o irmão. Na cena abaixo, cada um tinha acabado de ganhar uma cama, mas ficam arrumando desculpas para voltarem para a velha cama de casal.
3. A angústia embutida na história
4. A beleza que chega ao sublime dos quadrinhos
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